Política

Três atos da imprensa e o caso Alexandre de Moraes

 

Primeiro ato: aplaudindo o STF

Segundo Luís Ernesto Lacombe, nos últimos sete anos parte da imprensa brasileira teria endossado todas as medidas arbitrárias do STF, especialmente de Alexandre de Moraes. Assim, a narrativa dominante transformou o ministro em um “super-herói da democracia”, mesmo quando decisões eram vistas como abusivas. Portanto, a imprensa teria abandonado seu papel de questionar e fiscalizar, preferindo apoiar a perseguição a Jair Bolsonaro e seus aliados.

Segundo ato: a autocontenção tardia

Posteriormente, após a derrota de Bolsonaro, jornalistas passaram a defender uma suposta “autocontenção” do Supremo. Entretanto, Lacombe argumenta que esse reconhecimento dos abusos não veio acompanhado de uma rejeição efetiva às práticas anteriores. Assim, aceitava-se que crimes e ilegalidades poderiam ser tolerados se motivados por uma “boa causa”. Consequentemente, a imprensa teria legitimado a ideia de que a lei poderia ser cumprida apenas quando conveniente.

Terceiro ato: o caso Banco Master

Mais recentemente, o escândalo envolvendo o Banco Master e o contrato de R$ 129 milhões com o escritório da família Moraes marcou o terceiro ato descrito por Lacombe. De acordo com o jornalista, parte da imprensa passou a enxergar ilegalidades na atuação de Moraes em defesa do banco de Daniel Vorcaro. Contudo, ele sugere que essa mudança de postura pode estar ligada a interesses políticos e econômicos, como disputas por vagas no STF e suspeitas envolvendo aliados do governo.

O papel da imprensa

Em síntese, Lacombe acusa a imprensa de ter abandonado a busca pela verdade e pela honestidade, tornando-se cúmplice de arbitrariedades. Assim, quando finalmente passou a cobrar explicações de Moraes, já teria perdido credibilidade. Portanto, a crítica central é que a imprensa deixou de ser imprensa, tornando-se instrumento de poder e narrativa.

Conclusão crítica

Consequentemente, os três atos descritos — aplauso às ilegalidades, aceitação seletiva de abusos e a cobertura tardia do caso Banco Master — revelam um padrão de atuação que fragiliza tanto a democracia quanto a credibilidade jornalística. Em conclusão, o episódio reforça a necessidade de uma imprensa independente, comprometida com fatos e com a Constituição, e não com interesses políticos ou econômicos.

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Fonte:

  • Gazeta do Povo – Coluna de Luís Ernesto Lacombe: “Três atos macabros da imprensa” (28/12/2025)

Versão oficial de Moraes sobre encontros com Galípolo expõe inconsistências

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