Política

“Grande homem abatido pelo raio”: Nostradamus e a metáfora da justiça corrompida

 

A profecia e sua força simbólica

Entre as enigmáticas previsões de Nostradamus, uma se destaca pela força poética e pelo impacto simbólico: “Grande homem abatido pelo raio”. Ao longo dos séculos, essa frase foi interpretada de diversas formas, ora como um desastre natural, ora como um evento político. Hoje, no contexto mundial e brasileiro, ela pode ser lida como uma metáfora poderosa sobre líderes que sofrem consequências injustas. Curiosamente, diversas interpretações apontam que essa previsão estaria associada ao ano de 2026, o que intensifica sua relevância atual.

O raio como metáfora da justiça

O raio, em sua natureza bruta e incontrolável, representa uma força que atinge indiscriminadamente, sem aviso e sem piedade. Assim, quando associado à justiça, ele simboliza uma aplicação cega, implacável e desproporcional da lei. Portanto, o raio não seria apenas um fenômeno natural, mas a personificação de uma justiça corrompida, que não segue o devido processo legal e se torna instrumento de destruição.

O grande homem e a injustiça

O “grande homem” da profecia não é apenas uma figura simbólica, mas representa líderes ou personalidades que carregam consigo a esperança de milhões. Entretanto, quando atingidos pelo “raio” da injustiça, correm o risco de serem destruídos não apenas politicamente, mas também fisicamente. Se não houver intervenção séria, tais atitudes podem culminar em tragédias irreversíveis, inclusive na morte de quem se torna alvo de perseguições institucionais.

O caso brasileiro: prisão política e seletividade

No Brasil, a metáfora do raio encontra eco na polêmica sobre a prisão política do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro. O ministro Luiz Fux foi categórico em seu voto, gastando oito horas para demonstrar, ponto a ponto, que não havia base constitucional para a condenação. Assim, Fux deixou claro que se tratava de um julgamento político e ilegal, defendendo a Constituição como escudo contra arbitrariedades.

Em contraste, o ministro Alexandre de Moraes simboliza o “raio” da profecia — uma força implacável e desproporcional. Foi ele quem manteve Bolsonaro preso mesmo após quatro cirurgias em uma semana, negando prisão domiciliar que já havia sido concedida em casos menos graves. Por exemplo, o ex-presidente Fernando Collor de Mello obteve prisão domiciliar por apneia do sono; o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, recebeu o benefício mesmo após ser pego em flagrante tentando deixar o país; e Brasão, acusado de ser mandante do assassinato de Marielle Franco, encontra-se em prisão domiciliar, apesar da enorme comoção artística e social que o caso gerou. Entretanto, Bolsonaro foi tratado com rigor extremo, reforçando a seletividade judicial.

Comparações com regimes autoritários

Historicamente, regimes autoritários utilizaram a justiça como arma política. Assim, o raio de Nostradamus pode ser comparado às decisões arbitrárias que, em vez de proteger a sociedade, servem para consolidar poder. Portanto, quando a justiça se torna imprevisível e devastadora como um raio, ela deixa de ser justiça e passa a ser instrumento de opressão.

Reflexão contemporânea

No mundo atual, vemos líderes e figuras públicas sendo atingidos por processos que, muitas vezes, carecem de proporcionalidade e transparência. Assim, a profecia de Nostradamus ganha nova relevância, funcionando como metáfora para um sistema que, ao invés de iluminar, destrói. Em conclusão, o “raio” é o símbolo daquilo que deveria ser justo, mas que, corrompido, se torna força de destruição. E se a previsão para 2026 se confirmar, o alerta é ainda mais grave: sem intervenção séria, o “grande homem” pode não apenas ser abatido politicamente, mas fisicamente, com consequências fatais.

CTA: Quer refletir sobre como profecias antigas podem dialogar com os dilemas da democracia atual? Explore outros artigos de Pedro Freitas e mantenha seu olhar crítico sobre justiça e poder.


Fontes:

  • Profecias de Nostradamus – interpretação crítica
  • Voto do ministro Luiz Fux sobre a prisão de Jair Bolsonaro
  • Decisões judiciais envolvendo Fernando Collor, Daniel Vorcaro e Brasão
  • Estudos sobre regimes autoritários e uso político da justiça
  • Interpretações que associam a previsão ao ano de 2026

Decisão de Moraes contra o CFM expõe riscos de autoritarismo judicial

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

error: