De 2015 a 2025: Alexandre de Moraes e as acusações de lobby
O grampo da Polícia Federal
Em novembro de 2015, quando era secretário de Segurança Pública de São Paulo, Alexandre de Moraes foi flagrado em uma interceptação telefônica da Polícia Federal. Na conversa, ele aparece defendendo um desembargador de Minas Gerais investigado por manter uma funcionária fantasma em seu gabinete — caso típico de rachadinha. Assim, mesmo sem poder advogar, Moraes teria atuado informalmente em favor do magistrado, contatando ministros do STF para tentar arquivar o processo no CNJ.
O padrão de atuação
Segundo críticos, esse episódio revela um padrão: uso de influência política e institucional para proteger aliados. Na gravação, Moraes cita ministros como Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Carmen Lúcia e Ricardo Lewandowski, indicando que buscava apoio para resolver o caso. Portanto, a prática de lobby já aparecia antes de sua chegada ao Supremo.
O paralelo com o Banco Master
Hoje, em 2025, Moraes enfrenta acusações semelhantes no caso Banco Master. Reportagens apontam que sua esposa firmou contrato de R$ 129 milhões com a instituição, prevendo atuação junto ao Banco Central. Entretanto, quem teria feito contatos foi o próprio ministro, com relatos de até seis ligações para o presidente do BC, Gabriel Galípolo. Consequentemente, a suspeita é de lobby em favor de um banco investigado por fraudes bilionárias.
O contrato e as prioridades
Mensagens atribuídas ao empresário Daniel Vorcaro indicam que o pagamento ao escritório da esposa de Moraes era tratado como prioridade, mesmo diante da crise financeira do banco. Assim, a relação contratual levanta dúvidas sobre conflito de interesses e favorecimento institucional.
A pergunta que fica
Em síntese, o vídeo de Gustavo Gayer resgata o passado para questionar o presente: se a esposa de Moraes foi contratada para defender o Banco Master, por que não esteve presente em acareações ou depoimentos recentes? Portanto, a ausência reforça a percepção de que quem atuou em defesa do banco foi o próprio ministro.
Conclusão crítica
Consequentemente, o caso mostra que as acusações de lobby contra Alexandre de Moraes não são inéditas. Assim, o paralelo entre 2015 e 2025 sugere um padrão de atuação que desafia os limites da legalidade e da ética institucional. Em conclusão, a democracia brasileira exige respostas claras e transparência para preservar a confiança nas instituições.
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Fonte:
- Vídeo publicado pelo deputado federal Gustavo Gayer (2026)
- Reportagens da Folha e Estadão sobre o grampo da Polícia Federal (2019)
- Apurações recentes sobre o contrato da esposa de Moraes com o Banco Master
Banco Master: escândalo financeiro, pressões políticas e constrangimento institucional

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